Quando falamos em saúde da pele dos pets, um diagnóstico preciso faz toda a diferença no sucesso do tratamento. Muitas doenças dermatológicas apresentam sintomas semelhantes (coceira, vermelhidão, queda de pelos, descamação) mas a causa pode variar entre alergias, infecções bacterianas, fúngicas, parasitárias ou até mesmo neoplasias. É nesse cenário que os exames complementares na dermatologia veterinária entram em ação, fornecendo informações valiosas para orientar a conduta clínica. Entre os mais utilizados estão a citologia, a biópsia de pele e a cultura microbiológica.
Tópicos do Artigo:
Citologia: exame rápido e acessível

A citologia cutânea é um dos exames mais práticos e de baixo custo na rotina dermatológica. Ela consiste na coleta de células da pele ou lesão cutânea por meio de técnicas como impressão em lâmina, raspado superficial ou punção por agulha fina.
Com ela, o veterinário consegue identificar:
- Presença de bactérias (como Staphylococcus pseudintermedius).
- Infecções fúngicas (como Malassezia).
- Processos inflamatórios alérgicos.
- Células sugestivas de neoplasias cutâneas.
Por ser um exame rápido, a citologia muitas vezes pode ser realizada durante a consulta, permitindo iniciar o tratamento imediato.
Biópsia de pele: quando é necessária
A biópsia é indicada quando as lesões cutâneas são atípicas, não respondem ao tratamento inicial, ou há suspeita de doenças autoimunes, tumores e dermatoses graves.
O procedimento envolve a retirada de um pequeno fragmento da pele, que é enviado para análise histopatológica em laboratório especializado. A avaliação detalha:
- Estrutura das camadas da pele.
- Alterações inflamatórias profundas.
- Diagnóstico diferencial entre processos inflamatórios e neoplásicos.
Embora seja mais invasiva, a biópsia fornece informações fundamentais para casos complexos, auxiliando na definição do tratamento mais assertivo.
Cultura microbiológica: precisão no tratamento de infecções

Em casos de infecções bacterianas ou fúngicas recorrentes ou resistentes, a cultura microbiológica é essencial. O exame coleta amostras da pele ou secreções e as coloca em meios de cultivo específicos, permitindo identificar o microrganismo envolvido.
Além disso, o antibiograma indica quais antibióticos ou antifúngicos são eficazes, evitando uso indiscriminado de medicamentos e garantindo um tratamento direcionado.
A importância da associação entre exames
Na dermatologia veterinária, muitas vezes um único exame não é suficiente para fechar o diagnóstico. A associação entre citologia, biópsia e cultura permite uma avaliação mais completa, aumentando a precisão diagnóstica e contribuindo para a recuperação mais rápida e segura do pet.
Investir em exames complementares significa não apenas tratar os sintomas, mas identificar e corrigir a verdadeira causa da doença dermatológica.

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Quando meu pet precisa fazer uma biópsia de pele?
A biópsia é indicada quando as lesões não melhoram com o tratamento inicial, apresentam aspecto incomum ou quando há suspeita de doenças autoimunes e tumores. Ela permite um diagnóstico detalhado para definir a melhor conduta.
A citologia pode substituir outros exames dermatológicos?
Não. A citologia é muito útil por ser rápida e acessível, mas em alguns casos é necessário associá-la à biópsia ou à cultura microbiológica para identificar a causa exata do problema de pele.
Qual a vantagem da cultura microbiológica em casos de infecção?
A cultura permite identificar o microrganismo causador da infecção e, junto ao antibiograma, orienta o uso do medicamento mais eficaz, evitando falhas no tratamento e resistência bacteriana.