A automutilação em cães e gatos é um comportamento que preocupa muitos tutores. Quando o animal começa a lamber, morder ou coçar excessivamente uma região do corpo, podem surgir feridas que pioram rapidamente. Além do desconforto, essas lesões podem indicar problemas dermatológicos, dor, estresse ou até alterações comportamentais.
Identificar a causa é essencial, pois apenas tratar a ferida sem resolver o motivo principal pode levar à recorrência do problema. Com abordagem correta, é possível controlar as lesões e prevenir novos episódios.
Tópicos do Artigo:
O que causa automutilação em cães e gatos

A automutilação não é uma doença isolada. Ela geralmente é um sintoma de algo maior. As causas mais comuns incluem:
- Alergias alimentares ou ambientais
- Infestação por pulgas e carrapatos
- Dermatites bacterianas ou fúngicas
- Dor localizada (articulações ou coluna)
- Ansiedade e estresse
- Tédio ou falta de estímulos
- Problemas hormonais
- Corpo estranho na pele
Em muitos casos, o animal tenta aliviar coceira ou dor, mas acaba agravando a situação ao traumatizar continuamente a pele.
Como identificar os sinais precocemente
Perceber os sinais iniciais ajuda a evitar que pequenas irritações se transformem em feridas mais graves. Observe:
- Lambedura insistente em uma área específica
- Coceira intensa e repetitiva
- Queda de pelos localizada
- Pele avermelhada
- Pequenas lesões superficiais
- Mudança de comportamento (irritação ou apatia)
Quando esses sinais aparecem, a avaliação veterinária deve ser feita o quanto antes.
Cuidados imediatos com as feridas
Ao notar uma ferida, algumas medidas ajudam a evitar agravamento até a consulta:
- Evitar que o animal continue lambendo ou mordendo
- Utilizar colar elizabetano quando indicado
- Manter a área limpa e seca
- Não aplicar medicamentos humanos
- Evitar pomadas sem orientação veterinária
Produtos inadequados podem irritar ainda mais a pele ou mascarar a causa do problema.
Tratamento veterinário das lesões

O tratamento depende da causa da automutilação e da gravidade da ferida. O médico-veterinário pode indicar:
- Antissépticos tópicos específicos
- Pomadas dermatológicas
- Antibióticos quando necessário
- Antialérgicos
- Medicamentos para controle da coceira
- Analgésicos em casos de dor
- Terapias para ansiedade
Em situações recorrentes, exames complementares podem ser solicitados, como raspado de pele, cultura bacteriana ou testes alérgicos.
Prevenção da automutilação em pets
A prevenção envolve cuidados com saúde física e emocional do animal:
- Controle rigoroso de pulgas e carrapatos
- Alimentação equilibrada
- Rotina de escovação da pelagem
- Enriquecimento ambiental para reduzir estresse
- Passeios regulares para cães
- Brinquedos interativos
- Check-ups veterinários periódicos
Animais com rotina estruturada e estímulos adequados têm menor probabilidade de desenvolver comportamentos compulsivos.
Quando investigar causas comportamentais
Quando não há problema dermatológico evidente, a automutilação pode ter origem emocional. Situações que favorecem isso:
- Mudanças na casa
- Chegada de novos animais
- Ausência prolongada do tutor
- Ambiente sem estímulos
- Ansiedade de separação
Nesses casos, o tratamento pode incluir enriquecimento ambiental, treinamento comportamental e, em alguns casos, medicação específica.

Conclusão
A automutilação em cães e gatos exige atenção, pois pode indicar diferentes problemas de saúde ou comportamento. Quanto mais cedo a causa for identificada, mais rápido será o controle das feridas e a recuperação do animal.
Com cuidados preventivos, acompanhamento veterinário e atenção à rotina do pet, é possível reduzir significativamente o risco de novas lesões e garantir mais conforto e bem-estar.
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Automutilação em pets é sempre psicológica?
Não. Muitas vezes está relacionada a alergias, parasitas ou dor física.
Posso tratar a ferida em casa?
Apenas cuidados básicos podem ser feitos. O tratamento adequado deve ser orientado pelo veterinário.
O colar elizabetano é sempre necessário?
Nem sempre, mas costuma ser indicado para impedir que o animal agrave a lesão durante o tratamento.
